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Discussão interna · Teste de estresse da aposta de concurso

Rotas pro segundo semestre: a comparação honesta

Concurso contra todas as alternativas reais (novo expert, pós, CAC, ascensão da base, parceria), com o histórico do que já foi testado e pesquisa nova de mercado. Pergunta única: qual rota salva agosto a dezembro com o time que existe.

O que já foi testado (e por que falhou)

Antes de comparar futuros, o passado com número na mesa (fonte: analise-financeira-2026.html e memórias do projeto):

ApostaNúmeros reaisDiagnóstico honesto
Pós (conta de tráfego)R$ 36k de receita, R$ 50k de custo, prejuízo de R$ 14k, ROAS 0,9xO teste foi contaminado: 85% da conta era low ticket, não pós de verdade. Mas a pesquisa nova mostrou que nem com funil bom valeria (ver Sessão 2, rota C).
Low ticketR$ 41k investido, R$ 44k de retorno, empate. CPA de venda BA via low ticket ~R$ 2 milEmpatava no caixa e poluía a base com lead frio de baixa qualidade. Corte correto.
Novo expertNunca foi testado (zero registro em documentos)É hipótese na cabeça, não histórico. Avaliada com pesquisa nova na Sessão 2 (rota B).
Portal de Casos Clínicos (CAC)Sem teste de venda. Concepção completa pronta (perfil, pesquisa, preço R$ 500/1.400)Parado por exigir semeadura pesada de conteúdo. O ativo intelectual está pronto na gaveta.
Clínica / negócio físicoSem testeDescartado: 6 a 12 meses de operação + sócio do ramo que não existe. Continua descartado.
Mentoria (ascensão da base)R$ 142k em 2026 (11% da receita), 2º maior produto da casaNão é aposta falha, é alavanca viva e subutilizada. Entra na comparação como rota E.

Padrão dos fracassos: as duas apostas que perderam dinheiro (pós via low ticket, low ticket) tinham a mesma raiz: público frio, fora da promessa central da casa (aprovação), comprado caro. As que dão dinheiro (BA, mentoria, renovação) vendem aprovação pra quem já confia. Qualquer rota nova deveria respeitar esse padrão.

As 6 rotas avaliadas (com pesquisa nova de 07/07)

AConcurso público de odontologia (a aposta atual)

Resumo do que já está no plano: 3.612 vagas listadas em 2026, 11 concorrentes pequenos, nenhum com planejamento individual, faixa R$ 997 a 1.497, Petrobras 2026 como gatilho, validação por pré-venda pra base com risco máximo de R$ 10 mil. Detalhe completo em plano-concurso-odonto.html.

BNovo expert em nova vertical (pesquisado: HOF, gestão, implante, assinatura clínica, outras provas)

  • HOF: mercado gigante e em explosão (especialistas CFO cresceram 50% em 2024), mas congestionado (Facial Academy: 462 mil seguidores, 45 mil alunos; Oral Face: 40 mil alunos) e travado por regulação: especialização exige 500+ horas com prática presencial (Resolução CFO-198/2019). Sem estrutura física e sem expert credenciado, sobra vender "teoria", que já existe aos montes de R$ 997 a 3.997. Gap pequeno.
  • Gestão/lucratividade de consultório: a melhor vertical nova. Dor nº 1 do dentista na pesquisa do próprio CFO (2024), 100% online, sem regulação. Mas os líderes já têm base grande (SucessOdonto: 15 mil dentistas; Nanda Mac com lista de espera) e a entrada exige construir autoridade de expert por 6 a 12 meses antes de converter bem. Não salva 2026.
  • Implantodontia online: trava na prática presencial e o Ident já inclui implante na assinatura de R$ 99/mês. Gap pequeno pra ticket premium.
  • Assinatura de educação clínica (Netflix do dentista): o Ident é oligopólio funcional com 110 mil dentistas registrados a R$ 99/mês. Entrar agora é guerra de catálogo contra gigante. Gap quase nulo.
  • Outras provas (proficiência CFO, revalidação): o exame de proficiência do CFO é voluntário e GRATUITO (preparatório pago não se sustenta); não existe "Revalida da odonto" unificado. Mercado inexistente.

Fontes completas no relatório de pesquisa (CRO-DF, CFO 198/2019 e SEC-286/2026, Facial Academy, Ident, SucessOdonto, pesquisa do setor CFO 2024).

CPós-graduação "de verdade"

Porta fechada por regulação, não por marketing. Pra dar título de especialista, o curso precisa estar no sistema do CFO com no mínimo 80% de prática clínica presencial supervisionada, e só faculdade credenciada no MEC pode ofertar lato sensu (parcerias de co-oferta entre instituto não credenciado e faculdade são vedadas). Ou seja: sem virar faculdade, o máximo que a casa consegue vender é "certificado de aperfeiçoamento", que o dentista sabe distinguir do título. A hipótese "a Pós de verdade é lucrativa" é verdadeira só pra quem é faculdade. Sobra ser afiliado captador de IES (comissão pequena, ciclo longo, zero controle). Não vale o time.

DPortal de Casos Clínicos (CAC)

Concepção pronta (Método Antes, perfil completo, preço R$ 500 fundadora / R$ 1.400 ano). O ativo CDP (casos de prova) do BA conversa direto com ele. Mas: é modelo de assinatura, que compõe receita devagar (100 fundadores = R$ 50 mil, longe da meta), exige produção contínua de casos (a "semeadura" que travou o projeto) e compete de lado com o Ident a R$ 99/mês. É um bom produto de 2027, alimentado pelos casos que o produto de concurso e o BA já geram. Não é o cavalo de agosto.

EAscensão e reativação da base (sem produto novo)

Mentoria fez R$ 142k em 2026 com esforço parcial; renovação fez R$ 169k em 2025. A base de 4 mil+ alunos e os ex-alunos aprovados (que hoje ninguém vende nada) são o ativo mais barato da casa. Uma operação deliberada de renovação proativa + ascensão pra mentoria + oferta pra ex-aluno aprovado (educação continuada, próximo passo de carreira) tem a maior certeza por real investido de todas as rotas. Limite: é o mesmo bolso; o teto incremental realista no semestre é R$ 60 a 120 mil, não R$ 250 mil. É piso, não teto.

FParceria ou aquisição de expert concursado

Pesquisa de modelos: co-produção com revenue share dá ao expert com audiência 50 a 70% da receita (Cristine e Amanda já têm produto e audiência; se entrassem, entrariam mandando, e o risco clássico é o expert sair levando a audiência). O modelo das casas grandes (Estratégia, Gran) é outro: professor concursado como prestador de serviço (cachê ou royalty, cessão total de direitos das aulas, não concorrência, sem sociedade). É exatamente o desenho já recomendado no plano do concurso. Ou seja: a rota F não é alternativa, é o COMO da rota A. E a Cristine entra no plano de outro jeito: comprar o curso dela como aluno (~R$ 1.100 a 1.500) pra conhecer a entrega por dentro antes da nossa pré-venda.

Matriz comparativa (notas 1 a 5)

Critérios pensados pro problema real: salvar agosto a dezembro de 2026 com time de 8 pessoas. Nota 5 é melhor. Justificativas nas Sessões 1 e 2; nota sem fonte não entrou.

CritérioA. ConcursoB. Novo expert (gestão)C. PósD. CACE. Ascensão da base
Demanda comprável no 2º semestre44434
Fit com ativos (plataforma, método, base, João)52245
Velocidade até o primeiro caixa (agosto)52125
Carga de produção de aulas (5 = leve)32135
Custo de validação (5 = barato)53145
Risco de canibalizar o BA (5 = baixo)45443
Risco de marca/confiança (5 = baixo)43245
Teto de lucro ago-dez42123
Evidência de player ganhando dinheiro nisso44335
Total (45)3827192940

Leitura da matriz, sem esconder nada: a rota E (ascensão da base) pontua MAIS que o concurso. Isso não derruba a aposta, muda a arquitetura: a ascensão ganha em certeza e custo, mas o teto dela (R$ 60 a 120 mil incremental) não fecha a meta de R$ 200 a 300 mil sozinha, porque é limitada pelo tamanho da base atual. O concurso é a única rota com teto suficiente E validação barata. As duas não competem pelo mesmo esforço: uma é operação sobre quem já existe, a outra é produto novo.

Veredito

1º. A aposta do concurso se confirma como o melhor PRODUTO NOVO. Nenhuma vertical alternativa combina gap real + fit com os ativos + caixa em 60 dias. HOF e implante travam em prática presencial e concorrência gigante; assinatura clínica é território do Ident; pós é vedada por regulação; gestão de consultório é boa mas pede 6 a 12 meses de autoridade que não existem antes de dezembro.

2º. A estratégia vencedora é DUPLA, não única: concurso + ascensão da base rodando juntas. A ascensão (renovação proativa, mentoria, oferta pra ex-aluno aprovado) é a rota de maior certeza da matriz e cobre o piso: se o concurso entregar só o cenário conservador (~R$ 140 mil), os R$ 60 a 120 mil da ascensão ainda fecham a meta. Juntas, a meta deixa de depender de um único acerto.

3º. A rota F vira o modelo de contratação da rota A: professor concursado como prestador de serviço com cessão de direitos e não concorrência (padrão Estratégia/Gran), nunca co-produção com revenue share. E nada de sondar Cristine/Amanda como sócias: elas já têm produto e audiência, o split seria contra nós.

Pra deixar registrado o que me faria mudar de opinião: se a enquete e as entrevistas com a base mostrarem interesse abaixo de 10% em concurso, a recomendação passa a ser: semestre de ascensão da base + preparação da vertical de gestão de consultório pra 2027 (a segunda melhor vertical nova, que precisa exatamente do tempo de autoridade que o semestre daria).

O medo das "aulas iguais ao BA", encarado de frente

O medo: o aluno abrir o produto de concurso, ver aulas do BA e achar má fé. O mapa de matérias da pesquisa desmonta a premissa do medo:

  • SUS e saúde coletiva (até 40 a 50% do peso nas prefeituras): são as aulas que o João grava NOVAS toda semana. Não são acervo antigo do BA. É o coração do produto de concurso e nasce fresco.
  • Clínica geral ampla (dentística, endo, perio, odontopediatria): o BA quase NÃO cobre (é focado em CTBMF). Aqui o risco real é o oposto do medo: não é sobrar aula repetida, é FALTAR aula. Resposta: professores concursados por comissão + peso do produto em planejamento e questões, não em catálogo.
  • Base comum (anatomia, patologia, farmacologia, cirurgia): essa sim vem do BA, e é exatamente o que o aluno ESPERA aproveitar. Reaproveitar base clínica de um curso com 400+ aprovados não é puxadinho, é argumento de venda, desde que dito com transparência.

Como o medo vira teste (3 peças novas na validação): (1) 10 a 15 conversas 1:1 com alunos da base ANTES da enquete, perguntando na cara: "se a gente lançasse preparatório de concurso aproveitando a base clínica do BA, isso te soaria reaproveitação esperta ou enrolação?"; (2) comprar o curso da Cristine como aluno em julho (~R$ 1.100 a 1.500) pra calibrar nossa entrega contra a melhor referência do nicho; (3) na página da pré-venda, mostrar a grade com transparência total: "isso vem da base clínica que aprovou 400+, isso é novo pra concurso". Se a objeção aparecer forte nas conversas, a gente descobre por telefone, de graça, antes de qualquer página.

O que muda no plano do concurso

  • Entra a frente irmã de ascensão da base no mesmo semestre: renovação proativa + ascensão pra mentoria + garimpo e oferta pra ex-aluno aprovado. Dono e metas entram no plano de agosto+setembro (reunião com o Bianco).
  • Semana 1 ganha as entrevistas 1:1 (10 a 15 alunos, antes ou junto da enquete) com a pergunta do puxadinho explícita.
  • Julho ganha a compra do curso da Cristine como benchmark de entrega (investimento de ~R$ 1.100 a 1.500).
  • Modelo de expert travado: prestador de serviço com cessão de direitos + não concorrência (nunca revenue share com quem já tem audiência).
  • Transparência da grade vira peça obrigatória da página de pré-venda.
  • Gestão de consultório fica registrada como candidata de 2027, alimentada pela autoridade que o semestre constrói. CAC idem, alimentado pelos casos gerados.

Projeto Concurso Odonto

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