Belize no Senegal. Gancho de suspeita (publi de bet na Copa) com virada emocional.
80 a 90 segundosGrava: João1 take por cena, sério até a virada
A regra do vídeo inteiro: nas Cenas 1 e 2 o João precisa parecer genuinamente na defensiva, como quem sabe que vai apanhar nos comentários. Se sorrir antes da virada (16s), o vídeo perde. O meio sorriso só entra na Cena 3.
CENA 1. GANCHO0 a 3s
Sério, direto na câmera, corte seco, sem intro. Sem "oi gente".
Depois dessa Copa, eu tomei uma decisão: eu também vou começar a divulgar nesse perfil.
Texto na tela: eu também vou divulgar
Na imagem: João na câmera + insert de 1s de cédulas caindo ou tela de cotações genérica. Som de fichas no corte.
CENA 2. SUSTENTAÇÃO3 a 16s
Na defensiva, gesto de calma. Cara séria até o fim da cena. Tudo aqui é fato verificado (o governo anunciou as regras em julho/2026 após os excessos das bets na Copa).
E antes que você me julgue, olha em volta. Nessa Copa teve narrador soltando cotação no meio do jogo. Influenciador com milhões de seguidores indicando aposta no story. Chegou num ponto que o governo anunciou que vai proibir. É dinheiro demais rodando pra eu ficar de fora. Então tá decidido. A partir de hoje, esse perfil também divulga.
Na imagem: João na câmera o tempo todo. Opcional: b-roll rápido de celular na mão (story genérico, sem marca).
CENA 3. VIRADA16 a 22s
Pausa antes de falar. O rosto amolece. Meio sorriso na Suíça.
Só que a minha divulgação não me paga cachê. Me paga em outra moeda. E esses dias ela apareceu do outro lado do oceano. E olha, não foi na Suíça.
Na imagem: João na câmera. A música tensa corta aqui. Opcional: mapa rápido Brasil ao Senegal na frase do oceano.
CENA 4. REVELAÇÃO22 a 45s
Aqui o vídeo mostra a FOTO 1 (Belize atendendo). O João narra por cima, tom mais baixo, ritmo mais lento.
Essa é a Belize, aluna nossa, com a touca do nosso time, atendendo num voluntariado no Senegal. Lá tem gente que convive com dor de dente a vida inteira, porque nunca teve um dentista por perto. Gente que cresceu achando que dente é uma coisa que dói, escurece e cai, e que o normal é aprender a mastigar do outro lado. Até que um dia aparece uma brasileira de jaleco disposta a cuidar de graça.
Na imagem: foto-1-belize-atendendo.jpg em tela cheia, zoom lento na touca. Entra a base emocional, baixa.
Prints do grupo entram um a um na tela. As frases "são casos muito difíceis" e "só Deus na causa pra me capacitar" são as palavras reais dela, falar com respeito, sem dramatizar.
Quando ela contou no grupo, ela usou essas palavras: são casos muito difíceis. Só Deus na causa pra me capacitar. E o grupo mostrou que ela não tá sozinha nessa. Uma colega tinha acabado de voltar do Pará, onde atendeu ribeirinhos como voluntária. Outra já marcou Mongólia pro ano que vem.
Na imagem: print-1-senegal.jpg, depois print-2-so-deus.jpg, depois print-3-para-mongolia.jpg. Um por vez, tempo de leitura, som de notificação em cada um. Borrar telefone e sobrenomes.
Tom baixo, emocionado, ritmo lento nas linhas do "É". Pausa antes de "O nosso foi formar gente". Essa é a frase do vídeo.
Então essa é a minha divulgação.
É alguém dormindo sem dor pela primeira vez em anos.
É uma aluna descobrindo que a odontologia dela atravessa oceano.
É um grupo onde uma manda foto do Senegal, outra responde do Pará, e outra divide o caso de um vizinho aqui do Brasil.
A gente passa a vida querendo crescer. Crescer no consultório, crescer financeiramente, e tá tudo certo querer. Mas dentro da gente também mora esse amor de ajudar quando pode, do jeito que pode.
Belize, e cada um que faz esse trabalho de formiguinha: a minha divulgação é pra vocês. Obrigado por levarem a nossa odontologia brasileira pra todos os cantos do mundo. E obrigado também a você que atende o vizinho, que cuida de quem tá do lado e trata isso como algo grandioso. Pra mim, são vocês que merecem os aplausos.
Fica a lição: tem muito jeito de ficar rico num ano de Copa. Tem jeito que eu não me orgulharia. O nosso foi formar gente que atravessa o oceano pra tirar a dor de quem nunca pôde pagar.
Fica aí a minha divulgação. Um abraço.
Na imagem: João na câmera. foto-1 reentra na linha do oceano, print-3 na linha do grupo. Violino entra no começo da cena e cresce até o fim. Corta junto com "um abraço".
Edição (Bruna)
Privacidade (obrigatório): borrar o telefone da Belize e os sobrenomes das alunas em todos os prints antes de publicar.
Arquivos de imagem que chegam junto com este roteiro:
Arquivo
O que é
Onde entra
foto-1-belize-atendendo.jpg
Belize na cadeira, touca Buco Approve, luva azul
Cena 4 (zoom lento na touca). Reentra na Cena 6, na linha do oceano
print-1-senegal.jpg
"estou fazendo um voluntariado na áfrica / no Senegal"
Cena 5, primeiro
print-2-so-deus.jpg
"valeu gente! só Deus na causa mesmo pra me capacitar / são casos mt difíceis"
Cena 5, segundo
print-3-para-mongolia.jpg
Respostas da Anne Caroline e da Vanessa (Pará e Mongólia)
Cena 5, terceiro. Reentra na Cena 6, na linha do grupo
Tempo
Imagem
Som e música
0 a 3s
João + insert de 1s: cédulas caindo ou tela de cotações genérica (números e setas). NUNCA marca de bet, NUNCA rosto famoso.
Fichas ou moedas caindo, seco, sincronizado com o corte. Sem música.
3 a 16s
João falando. Opcional: b-roll rápido de celular na mão (story genérico, sem marca).
Silêncio ou base tensa bem baixa.
16 a 22s
João. Na frase da Suíça pode entrar um mapa rápido (Brasil ao Senegal) ou nada.
A base tensa corta. Um beat de silêncio na pausa.
22 a 45s
foto-1 em tela cheia. Zoom lento na touca.
Entra a base emocional, baixa, crescendo devagar.
45 a 60s
print-1, print-2, print-3, um por vez, com tempo de leitura.
Som de notificação suave a cada print. Base emocional segue.
60 a 90s
João na câmera. foto-1 reentra na linha do oceano, print-3 na linha do grupo.
Violino entra aos 60s e cresce até a última frase. Corta junto com "um abraço".
Legendas: o vídeo precisa funcionar sem som (a maioria assiste mudo no começo). Legenda grande e limpa do primeiro ao último segundo. Formato: 9:16, tudo legível em tela de celular.
Checklist de costura (conferir no corte final)
A palavra "divulgar" abre o vídeo e só fecha na última frase ("fica aí a minha divulgação").
A suspeita de bet morre exatamente na Cena 3, nunca antes.
Cada cena termina com a chave da próxima (decisão, outra moeda, oceano, grupo, aplauso).